Por 30 dólares por hora robôs humanoides oferecem serviços de limpeza em São Francisco

Por 30 dólares por hora robôs humanoides oferecem serviços de limpeza em São Francisco

Uma empresa de robótica de São Francisco (Califórnia), iniciou um programa piloto que oferece limpeza de residências e comércios por robôs humanoides por 30 dólares por hora, iniciativa que pretende alargar nos EUA e no mundo.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Tingshu Wang - Reuters

A `startup` Tau Robotics lançou serviços com recurso a robôs humanoides como o Chelsea e o Elon, que, por enquanto, realizam tarefas domésticas como aspirar, limpar bancadas de cozinha e levar o lixo para a rua.

Alex Koch, CEO e cofundador da Tau Robotics, contou à estação CBS que o objetivo inicial é treinar os robôs para "imitar o desempenho humano" e, posteriormente, superá-lo.

Atualmente, os robôs só podem ser contratados por convite, limitando o acesso ao serviço de limpeza ao público em geral.

Cada visita consiste numa limpeza de uma hora e o robô arranca à hora escolhida pelo cliente e termina 60 minutos depois, de acordo com o `site` da empresa.

Dois robôs podem trabalhar simultaneamente durante essa mesma hora, permitindo que espaços maiores sejam limpos no mesmo período. A taxa de 30 dólares é cobrada por robô.

A empresa esclarece que, por enquanto, as casas de banho e os quartos estão excluídos do serviço de limpeza.

Cada serviço é supervisionado remotamente por uma pessoa, pelo que o robô só entrará nestas divisões se o cliente o solicitar.

O utilizador pode também especificar quais as divisões, áreas ou objetos que o robô deve evitar.

Koch explicou que os robôs, que custam 50 mil dólares cada para serem fabricados, utilizam inteligência artificial.

No entanto, esta tecnologia não consegue controlar totalmente um robô humanoide sozinha, pelo que uma pessoa o opera a partir de um local central com assistência de IA.

A proposta da Tau Robotics insere-se numa tendência entre as grandes empresas de eletrodomésticos, como a LG, de oferecer robôs humanoides que auxiliam nas tarefas domésticas.

A gigante coreana apresentou o LG CLOiD em janeiro passado, concebido para executar e coordenar tarefas domésticas interagindo com eletrodomésticos conectados.

Estas novas tecnologias têm gerado preocupação entre as pessoas que trabalham neste setor.

"Aos poucos, parece que nos querem substituir", contou à agência Efe María Ramírez, imigrante que trabalha como empregada de limpeza há quase 25 anos em Los Angeles.

No entanto, a trabalhadora acredita que é muito difícil substituí-la: "Não creio que consigam limpar tão bem como nós, ou da forma que os clientes gostam, porque cada um tem preferências e necessidades diferentes", acrescenta.

Ken Goldberg, professor de engenharia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, concorda com Ramírez sobre as capacidades dos robôs humanoides para a limpeza doméstica.

Em declarações à estação ABC, o especialista disse que ficaria muito surpreendido se os robôs da Tau conseguissem realizar sequer uma tarefa de limpeza doméstica minimamente útil.

Koch defendeu a sua proposta, referindo que os seus robôs estão a expandir o mercado porque muitos dos seus clientes são pessoas que não tinham pessoal de limpeza ou não os utilizavam com frequência.

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